SBR

SBR – Sequencing Batch Reactor (ingles)
RBS – Reator em Batelada Sequencial / RSB Reator Sequencial em Batelada

Aplicação

Solução indicada para responder a altas exigências a eficiência e especialmente em situações que são caraterizadas pelas variâncias de vazões e/ou cargas e com a vantagem necessitar espaço relativamente limitado para instalação da ETE, aplicado em centros urbanos, condomínios, empreendimento industriais e comercias, campus universitários, shopping center, hotéis entre outros.

Para ETE de porte maior, pode ser economicamente interessante de combinar o SBR com tecnologia de UASB como tratamento primário. Outra opção promissora consiste no aumento da capacidade de lagoas existentes por meio de integração de um SBR (Lagoa-SBR).

Rotaria do Brasil conta com mais que 200 projetos de SBR, os quais foram realizados nos mais diversos métodos e condições construtivas para os reatores SBR:

Projetos de SBR executado pela Rotaria do Brasil

O que nos torna diferente: cada projeto é sempre adaptado às condições e necessidades especificas do cliente!

Princípio do SBR

O sistema reúne, a eficiência elevada do processo do lodo ativado com a segurança da automação. Ao contrário do processo contínuo o SBR realiza no mesmo tanque o tratamento biológico (função do reator) e a separação da biomassa do esgoto tratado (função do decantador secundário) ao longo do tempo. Igualmente ao processo contínuo de lodo ativado, sua operação pode ser aplicada baixa carga (aeração prolongada com estabilização de lodo em excesso) até alta carga (lodo ativado convencional, CASE Jaraguá de Sul).

SBR Fase Reator

SBR Fase Decantador

Vantagens do SBR comparado com o lodo ativado de fluxo continuo:

Compacto e forma simplificada de construção;

Maior flexibilidade operacional respeito à variação de cargas;

Instalações de equipamentos tecnicamente simples;

Pela automação controle operacional completo.

SBR-Rotaria: Sistema compacto, eficiente e com alta flexibilidade operacional

Em busca de solução não perceptível? O SBR-Rotaria pode presentar sua solução.

Ciclos do SBR

A realização das funções de reator e decantador em um único tanque, exige a operação do SBR em ciclos. Esses ciclos começam com o enchimento do reator com esgoto bruto e termina com a saída de efluente tratado. Depende do projeto, mas o ciclo demora tipicamente 6 horas, 8 horas ou 12 horas. Os tempos de ciclo do SBR Rotaria podem variar automaticamente respondendo as variações temporárias de vazão: caso de pico elevado de esgoto o tempo se reduz e caso de menor vazão o tempo se prolonga, resultando no aumento da eficiência de tratamento e economia de energia.

Fases do SBR

Cada ciclo é dividido em fases, sendo elas:

  1. Fase de enchimento com o esgoto pre-tratado
    e mistura para manter os processos anóxicos
    (desnitrificação com redução de DBO5);
  2. Fase da reação pelos processos aeróbios do tratamento
    (oxidação de DBO5 e nitrificação);
  3. Fase da decantação;
    (separação do efluente tratado da biomassa formada);
  4. Fase de retirada de efluente tratado,
    que pode ser acompanhada, em certos intervalos,
    da retirada de lodo em excesso.

Enchimento escalonado

Esquema de operação do SBR Rotaria que garante máxima eficiência do tratamento e excelente economia operacional.

Neste esquema, o enchimento total de ciclo é dividido em 2 ou mais fases.

Cada fase de enchimento ocorre em condição anóxica (aeração desligada) que possibilita a desnitrificação do Nitrato e consumo de DBO5 do esgoto com baixo gasto de energia. Posterior segue a fase aeróbia (aeração ligada) onde se completa a remoção do DBO5 (oxidação matéria orgânica) e a nitrificação do Amônio presente no esgoto.

Depende do tempo total do ciclo a sequência de fase de enchimento seguida pela fase com aeração pode repetir uma a mais vezes.

Automatização do SBR Rotaria

A sucessão de ciclos com suas fases é possível por meio de automatização que é adaptada as exigências especificas do projeto. Isso significa, por exemplo, que o tempo previsto para cada fase é controlado adicionalmente por sensores de nível que, podem acionar ou interromper os bombeamentos. Este controle assegura manter a eficiência de reator SBR dentro de grandes variações de vazão e carga. O controle automático pode ser completado ainda por aplicação de sondas online (oxigênio, pH, DQO ou Sólidos em Suspensão, entre outros). O serviço de operação pela Rotaria do Brasil, inclui o monitoramento pelo o próprio sistema de telemetria SCADAweb®, que permite supervisão permanente dos sinais e parâmetros da ETE, e ainda permite salvar e controlar o histórico de atividades de automação.

Operação de Sistemas de Saneamento e ETEs

Pesquisa e Desenvolvimento

Em conjunto com a UFSC e Universidades Alemãs, foram desenvolvidas inúmeras pesquisas com SBR em escala piloto e com SBR Rotaria operando em escala real, consagrando mestres e doutores, que apontaram vários processos bioquímicos e condições operacionais de trabalho, como:

  1. Optimização dos processos no SBR com esquema operacional de enchimento escalonado (artigo no congresso AIDIS, 2005, em português)
  2. Operação o SBR sob controle online de oxigênio, Nitrificação Desnitrificação simultânea (artigo no congresso ABES, 2007, em português)
  3. Optimização da remoção de Fosforo no SBR através da  bio-remoção  (artigo no congresso QOBEC, 2004, em português) e/ ou da precipitação química.
  4. Analises cinéticas e Respirometria para classificar a degradabilidade de DQO dos efluentes (artigo no congresso ABES, 2003, em português).
  5. Potencial da desnitrificação para estabilizar o processo de tratamento aeróbio de esgoto com baixa alcalinidade natural (Brazilian International Journal, em inglês).
  6. Eficiencia da combinação do SBR com alta carga orgânica com um filtro de areia para pós-nitrificação; SBR e Filtro de areia (artigo no congresso ABES, 2005, em português).
  7. Optimização do processo da decantação da biomassa no SBR através da formação de granulos aeróbios (artigo no congresso ABES, 2005, em português).
  8. Aplicação da Microscopia ótica  como ferramenta de análise operacional de sistema de lodo ativado (artigo no congresso SILUBESA, 2005, em português)..